Destaques

O antigo museu em Vale de Mendiz foi comprado pela Niepoort em 2003 e convertido num centro de vinificação exclusivo para os Vinhos do Porto. A separação em dois centros de vinificação é intencional, permitindo processos dedicados e optimizados para Vinhos do Porto e Vinhos do Douro.

A QUINTA DE NÁPOLES inclui cerca de 30 hectares de vinha; as vinhas estão localizadas a uma altitude de 180 a 250 metros e a sua idade vai dos 26 aos 80 anos. Localizada na margem esquerda do rio Têdo, é na Quinta de Nápoles que a Niepoort vinifica os vinhos tintos, rosés e brancos. Em 2007 foi concluída a construção da nova adega, uma “catedral” subterrânea, integrada nos socalcos, dedicada ao vinho.

Com a aquisição da QUINTA DE BAIXO, em Dezembro de 2012, Dirk Niepoort decidiu revolucionar e converter todo o projecto em Biodinâmica. Para ajudá-lo neste processo, estabeleceu-se uma parceria com Andrew e Kati Lorand, tendo o casal passado a viver na Quinta, assumindo o grande desafio de mudar mentalidades e procedimentos.

Quinta de Nápoles

2016 foi um ano particularmente atípico no Douro, o Inverno foi rigoroso com muita chuva, originando uma acumulação de água no solo muito superior ao normal. Juntando a isso, a Primavera chegou com temperaturas baixas que se mantiveram, tornando as condições para a floração e fecundação pouco favoráveis e condicionando o desenvolvimento dos cachos e a produção da uva. Durante os meses de Julho e Agosto as temperaturas médias foram altas ao contrário de Setembro em que a temperatura média não ultrapassou os 21,7 graus.

A Vindima começou a 18 de Agosto e acabou a 28 de Setembro. Devido ao calor intenso e como acontece muitas vezes no Douro, algumas vinhas entraram em stress hídrico, impedindo o desenvolvimento normal da maturação. No entanto, a chuva que caiu no dia 13 de Setembro, foi providencial permitindo que as maturações prosseguissem normalmente. As vinhas em altitude e expostas a norte foram as primeiras a serem vindimadas.

Acabou por se conseguir vindimar as uvas em perfeitas condições de maturação, de forma a obter um grau alcoólico baixo e uma acidez viva e fresca.

Em 2016 houve uma diminuição da produção de cerca de 25% comparada com os anos anteriores. A uva mostrou uma grande qualidade com as  peliculas rijas e crocantes, e grainhas maduras. Uma grande complexidade já é visível nos vinhos fermentados e em estágio.

Vale de Mendiz

Depois de um ciclo vegetativo consideravelmente frio e húmido até Julho, parecia que a vindima estaria bastante atrasada. No entanto, o final de Julho e o mês de agosto, no Douro, foram secos e quentes, permitindo que o processo de maturação recuperasse o atraso. Em Vale de Mendiz, a vindima começou a 12 de Setembro, mas com uma certa heterogeneidade no que respeita à maturação das uvas, em todas as vinhas. As fortes chuvas que caíram a 13 de Setembro forçaram-nos a parar, o que acabou por ser útil, uma vez que permitiu que as uvas atingissem a maturação total durante as semanas seguintes.

A vindima prosseguiu em condições muito favoráveis com noites frias. As últimas uvas foram colhidas a 14 de Outubro. O míldio na região, originou uma quebra na produção de cerca de 30%, mas os baixos rendimentos e as boas condições meteorológicas concentraram os frutos. Alguns excelentes Portos foram vinificados a partir de uvas colhidas durante as últimas fases da vindima, e algumas parcelas destinadas ao Charme foram vinificadas desde cedo, originado, também, vinhos muito interessantes. A ampliação da adega em Vale de Mendiz e as condições de trabalho melhoradas, permitiram que as operações de vinificação decorressem sem problemas.

Nicholas Delaforce, Vale de Mendiz, 18/10/16

Bairrada

O Inverno 2015/2016 foi ameno e pouco chuvoso, em contrapartida os meses de Abril e Maio registaram uma precipitação elevada, o que obrigou a uma intervenção mais atenta e rigorosa na vinha.

A partir de Junho, as temperaturas subiram, permitindo uma maturação equilibrada.

Iniciou-se o controlo de maturação no início de Agosto e verificou-se que a maturação estava atrasada relativamente aos anos anteriores. Decidiu-se começar no dia 6 de Setembro, uma semana mais tarde do que em 2015.

A vindima terminou a 28 de Setembro com uma quebra de produção de cerca de 30%.

Consideramos 2016 como um ano muito bom, com uma acidez excelente e graus alcoólicos entre os 11,5 e 12,5. Tudo indica que iremos obter vinhos finos, elegantes e com mais cor.

Dão

Foi um ano com um Inverno ameno e uma Primavera chuvosa, tendo-se registado precipitação até meados de Junho. Com os elevados níveis de humidade, a vinha acabou por ficar mais susceptível ao aparecimento de doenças. No entanto, devido às práticas de biodinâmica utilizadas, conseguiu-se evitar que as vinhas fossem afectadas.

Iniciou-se o controlo de maturação no início de Agosto e verificou-se que a maturação estava atrasada relativamente aos anos anteriores. Decidiu-se começar no dia 12 de Setembro, duas semanas mais tarde do que em 2015.

A vindima prolongou-se até ao dia 4 de Outubro, sem registos de precipitação, o que permitiu níveis excelentes de concentração e sanidade nas uvas.

Consideramos 2016 como um ano muito bom, com uma acidez excelente e graus alcoólicos entre os 11,5 e 12,5. Tudo indica que iremos obter vinhos finos, elegantes e com mais cor.

Quinta de Nápoles

As condições climáticas do ano vitícola 2015 foram muito favoráveis, com sol, calor e pouca humidade, permitindo um crescimento vegetativo homogéneo.

O Inverno, com chuva a partir do mês de Março, repôs uma grande parte das reservas de água no solo. No início da Primavera as temperaturas médias foram elevadas e alguma chuva completou a reposição hídrica, permitindo um abrolhamento equilibrado. Depois da floração em Maio, o pintor iniciou-se em Julho, bastante homogéneo, cerca de duas semanas mais cedo que no ano anterior.

Uma das particularidades deste ano vitícola foi a capacidade da vinha em manter-se hidratada durante a maturação. Em finais de Agosto, início de Setembro, as folhas basais mantinham-se verdes e húmidas, com os bagos hidratados e uma película grossa e firme. O equilíbrio dos mostos, a suavidade dos taninos e a intensa concentração de cor indicam que estamos perante um ano excepcional para Vinhos Doc Douro.

Carlos Raposo, Tedo, 16/09/2015

Vale Mendiz

A vindima começou cedo em Vale de Mendiz, no dia 28 de Agosto, depois de dois meses muito quentes, em Julho e Agosto. As primeiras uvas, provenientes de vinhas mais frescas viradas a norte, na zona de Vale de Mendiz, destinaram-se ao Charme e ao vinho do Porto. As vinhas clássicas para o vinho do Porto, mais quentes, mostraram algum stresse térmico, mas com o aparecimento de noites mais frescas, a maturação desenrolou-se nas primeiras semanas de Setembro sob condições favoráveis, com os vinhos a apresentarem muita cor e taninos firmes. No dia 15 de Setembro, houve precipitação intensa, tendo sido necessário interromper a vindima, no entanto espera-se que, dentro de dias, o tempo melhore de forma a acabar a vindima em condições perfeitas. Até agora, as principais vinhas já foram vindimadas, embora sejam apenas 40% do total – o tempo o dirá - mas por enquanto o ano mostra-se promissor!

Nick Delaforce, Vale de Mendiz, 16/09/2015

Quinta de Baixo

O Inverno 2014/2015 foi ameno e com pouca precipitação, no entanto durante a Primavera, nos meses de Abril e Maio, a precipitação foi elevada, o que levou a uma intervenção na vinha atenta e rigorosa.

As temperaturas elevadas nos meses seguintes permitiram uma maturação equilibrada.

O controlo de maturação do início de Agosto confirmou que 2015 seria um ano precoce. A vindima começou no dia 25 de Agosto, uma semana mais cedo que no ano anterior e terminou a 14 de Setembro, verificando-se um aumento de produção de cerca de 20%.

Este ano prevê-se a continuidade de vinhos com um perfil equilibrado, grande frescura e baixo grau alcoólico.

Dão

O Inverno 2014/2015 foi ameno e com pouca precipitação. Desde o início da Primavera até meados do Verão, as condições climáticas com pouca humidade e muito sol originaram algum stresse na vinha que acabou por resistir bem a um ano muito seco no Dão.

No princípio de Agosto o controlo de maturação revelou que 2015 seria um ano precoce. A vindima acabou por iniciar-se no dia 31 de Agosto, uma semana mais cedo que no ano anterior.

A vindima terminou a 15 de Setembro, verificando-se um aumento de produção de cerca de 40%.

Os vinhos apresentam-se com uma óptima acidez, com graus entre os 11,5 e os 12,5, prevendo-se obter vinhos finos, elegantes e de grande longevidade.

Harvest Report 2015

Quinta de Nápoles

Na Quinta de Nápoles, 2014 foi um ano vitícola de menor quantidade, mas de maior qualidade.

A diminuição de produção, que representa 20% em comparação com o ano transacto, não se deu apenas por razões fitossanitárias, mas também devido ao desavinho - a selecção natural que, tanto fisiologicamente como com determinadas condições climatéricas, afecta de forma negativa a transformação das flores em fruto. Tudo indicava um ano precoce devido à grande quantidade de água acumulada durante o Inverno e a Primavera. A fase de maturação ocorreu precocemente e permitiu um começo de vindima no dia 19 de Agosto com o Pinot Noir, seguido do Bastardo.

No dia 7 de Setembro, caíram 8mm de água que terão sido benéficos para algumas maturações nas vinhas situadas em locais menos frescos. Setembro, como fora já calculado pelas previsões, foi o mês mais chuvoso dos últimos 80 anos. Assim, na Quinta de Nápoles, vindimámos a maioria das parcelas durante um período de bom tempo, entre o dia 7 e o dia 21 de Setembro.

2014 será, sem dúvida, um grande ano de vinhos brancos, com uma frescura, uma mineralidade e uma precisão fora do comum. Os tintos apresentam-se muito equilibrados, com grande frescura e uma fruta limpa e fugaz. Mesmo sendo cedo para o afirmar, acreditamos que é um ano de qualidade excepcional, com vinhos que mostrarão o lado mais fresco que o Douro pode dar.

Quinta de Nápoles 2014

Vale de Mendiz

O tempo meteorológico que se fez sentir no ano vitícola de 2014 será recordado pela instabilidade que apresentou, em particular nas últimas fases de maturação e durante a própria vindima. Se tivesse chovido no final de Agosto, seguindo-se um mês de Setembro seco com temperaturas amenas, teriam surgido vinhos do Porto fantásticos; contudo, não foi o caso. No entanto, acreditamos que a partir da produção reduzida de 2014 e da menor quantidade de álcool potencial foram produzidos, em Vale de Mendiz, vinhos muito frescos, com acidez induzida (ao estilo Niepoort) e com boa cor, ainda antes de ter começado a chuva a meio das vindimas.

A vindima em Vale de Mendiz começou cedo, no dia 1 de Setembro, principalmente com as uvas das vinhas que fornecem a base dos vinhos para o Charme, assim como para alguns excelentes vinhos do Porto, estruturados de forma elegante. O primeiro Lagar da vinha da Pisca foi vindimado em 12 de Setembro, com uma muito boa cor evidente no próprio lagar e uma grande finesse após a fortificação. Os vinhos do Porto provenientes das vinhas velhas em Síbio e Bragão são também surpreendentes e não foram afectados pela chuva. As últimas uvas foram vindimadas no dia 2 de Outubro, tendo sido uma vindima pequena que, por essa razão, terminou cedo.

No geral, foram produzidos alguns vinhos excelentes, muito ao estilo Niepoort e o início precoce da vindima foi certamente compensado pelo facto de a maioria dos vinhos não ter sido afectada pela chuva. Será interessante observar a forma como os vinhos evoluirão nos próximos meses.

Vale de Mendiz 2014

Quinta de Baixo

O Inverno na Bairrada foi rigoroso, longo e com uma precipitação bastante elevada, como já tinha acontecido em 2013. Uma Primavera quase inexistente e um Verão bastante ameno, com temperaturas a rondar os 30°C, dificultaram o controlo de doenças e a maturação.

Na vinha, iniciou-se o controlo de maturação em meados de Agosto, como já é tradição, provando-se o bago e com a verificação do aspecto sanitário das uvas.

A vindima dos brancos começou a 28 de Agosto em condições meteorológicas excelentes. Os dias apresentaram-se amenos e pouco húmidos. A 10 de Setembro, com o aparecimento de precipitação forte, a vindima foi interrompida até dia 16, data a partir da qual se iniciou a apanha das uvas tintas. Devido à precipitação, a vindima acabou por ter que ser acelerada para evitar que a podridão se instalasse. Terminou a 23 de Setembro, num ano muito difícil, mas com uma acidez óptima e com graus alcoólicos entre os 11,5 e 12,5, o que contribui para vinhos finos, elegantes e com um excelente potencial de envelhecimento.

Quinta de Baixo 2014

Dão

2014 foi o primeiro ano de vindima da Niepoort no Dão.

A bicentenária Quinta da Lomba situada entre duas serras, em Gouveia, foi adquirida pela Niepoort no início deste ano. Com algum esforço e muita dedicação, foi reconstruída a adega e a vinha foi reestruturada. No final do ciclo vegetativo, as uvas apresentavam-se em excelente estado sanitário e de maturação.

Ao contrário de outras regiões, no Dão não choveu muito e houve semanas de muito calor, com noites secas e manhãs solarengas, condições excelentes para o início da vindima que começou com os brancos a 10 de Setembro, tendo-se seguido a dos tintos a 22 de Setembro. A vindima foi curta, decorreu em condições meteorológicas ideais e terminou a 27 de Setembro.

Dão 2014

Quinta de Nápoles

Com excepção dos meses de Dezembro e Janeiro, o ano vitícola de 2013 foi mais fresco do que a média dos últimos 30 anos, e a chuva que caiu durante o Inverno e a Primavera foi fundamental para repor os níveis de água no solo, depois de vários Invernos muito secos. Na Quinta de Nápoles, só no mês de Janeiro, acumularam-se precipitações num valor total de 121.0mm. O estado do tempo, durante os meses de Abril, Maio e Junho, com a continuação da precipitação e temperaturas baixas, condicionou fortemente o ciclo vegetativo, atrasando-o em cerca de duas semanas.

O tempo aqueceu de uma forma súbita a partir de 21 de Junho e assim permaneceu até ao início de Setembro. A vindima começou no dia 19 de Agosto, mais cedo do que o habitual, de forma a salvaguardar os níveis altos de acidez e evitar graus alcoólicos elevados. O ano foi mais produtivo, cerca de 25%, relativamente ao ano anterior.

A decisão de começar a vindimar mais cedo acabou por se revelar acertada, uma vez que todas as principais vinhas tinham sido vindimadas antes de começar a chover intensamente a 27 de Setembro.

Tanto os vinhos brancos como os tintos encontram-se extremamente equilibrados, com muita frescura e boa concentração. Os tintos apresentam cores profundas, a revelar um ano de grande qualidade.

Vale de Mendiz

O Inverno de 2012/2013 foi importante para repor os níveis de água no solo, depois de vários Invernos muito secos. A chuva continuou durante a Primavera, com Março a registar a maior precipitação dos últimos 50 anos. A precipitação registada de Novembro até final de Julho (564mm) na sub-região do Cima Corgo, foi 1% acima da média das últimas décadas. O nível relativamente elevado de chuva e as baixas temperaturas (nevou no Marão em Maio!) resultou num atraso significativo do ciclo vegetativo.

O tempo aqueceu de uma forma súbita a partir de 21 de Junho e assim permaneceu até ao início de Setembro, com trovoadas e alguma chuva durante a noite de 4 para 5 de Setembro.

Com o tempo extremamente quente alguns cachos ficaram queimados, em videiras mais expostas. A vindima começou a 12 de Setembro em condições climatéricas perfeitas e as últimas uvas da Vinha da Pisca entraram na adega a 26 de Setembro, mesmo antes de começar a chover torrencialmente no dia 27. O tempo só melhorou a partir de 3 de Outubro com o regresso de céu limpo. A vindima foi mais prolongada do que em 2012.

Felizmente, a decisão de começar a vindimar mais cedo foi recompensada com o facto de se ter conseguido vindimar todas as principais vinhas antes de começar a chover a 27 de Setembro.

Durante a vindima, mesmo nas videiras mais expostas, o álcool potencial não era alto e conseguiu-se evitar uvas sobre-maduras com os Vinhos do Porto a apresentarem-se frescos e elegantes. Nesta fase, todas as parcelas da Vinha da Pisca, destinadas à produção do Bioma, estão a mostrar-se impressionantes e sem dúvida beneficiarão com os próximos meses de Inverno.

Quinta de Baixo

2013 foi um ano de grandes mudanças na Quinta de Baixo. O Inverno foi longo e rigoroso, com precipitação elevada. A Primavera foi quase inexistente e o Verão foi quente, com temperaturas a atingirem com frequência os 40ºC. A vindima começou a 2 de Setembro e, apesar do relativo atraso inicial da maturação, as uvas recuperaram, apresentado-se em excelente estado sanitário. A vindima decorreu em condições climatéricas excepcionais, com amplitudes térmicas elevadas e ausência total de chuva.

A vindima terminou a 25 de Setembro, um dia antes de ter começado a chover, sem interrupção, durante quatro dias. Com vinhos a apresentarem uma acidez óptima e grau alcoólico entre os 11,5 e 12,5, 2013 poderá ser um ano de grande qualidade na Quinta de Baixo, e em toda a região da Bairrada.

2012 foi um ano muito seco, quase sem chuva durante o Inverno e a Primavera. Como consequência disso, a rebentação ocorreu quinze dias mais tarde do que no ano anterior e todo o ciclo vegetativo se atrasou. O Verão não foi tão quente como habitualmente e as noites foram bastante frias nas duas últimas semanas de Agosto. A produção foi menor devido à falta de água no solo e alguma chuva durante a floração e, como tal, os cachos e bagas apresentaram-se mais pequenos do que o normal, cerca de 20% a 30%, quando comparados com o ano anterior. A vindima começou no início de Setembro. Nas vinhas velhas, a maturação foi muito equilibrada, com um bom teor de açúcar nas uvas e um teor de ácido málico realtivamente alto, tendo conferido bons pHs ao vinho, embora a acidez total fosse menor do que no ano anterior. Os vinhos tintos apresentam cores profundas, boa concentração, são equilibrados e com boa frescura. Os brancos têm boa acidez e um menor teor alcoólico.

O ciclo de crescimento da vinha começou muito cedo este ano, com uma rebentação pouco comum em Março, seguida de um mês de Abril muito quente e seco. A pressão das doenças da vinha foi muito elevada durante todo o ciclo, com algumas vinhas da região do Baixo Corgo a serem severamente atacadas pelo míldio e podridão negra. Junho foi muito quente, causando alguns cachos de uva queimados, especialmente nas vinhas com a casta Tinta Barroca. O mês de Julho foi bastante fresco e, embora Agosto tenha começado muito quente, como é habitual, as temperaturas diurnas e nocturnas desceram consideravelmente a partir do dia 19. Ocorreu uma precipitação inferior a 20mm entre 21 e 22 de Agosto, o que se revelou perfeito para atrasar o processo de maturação e evitar uvas passas. A chuva que caiu nos dois primeiros dias de Setembro resultou numa vindima mais lenta. As temperaturas subiram durante o dia, a partir de 4 de Setembro, e mantiveram-se elevadas até ao final do mês.

A vindima começou muito cedo, no dia 22 de Agosto, com os vinhos tintos da Quinta de Nápoles e, embora nunca se tivesse começado tão cedo, todos os vinhos apresentaram um bom equilíbrio, com bons níveis de açúcar e elevada acidez, boa concentração e uma cor escura intensa. As noites frias mantiveram os aromas a fruta fresca em todos os vinhos e as fermentações decorreram lentamente, o que ajudou a obter uma extracção ainda mais suave. A partir de meados de Setembro, o teor de açúcar das uvas aumentou muito rapidamente, forçando a aceleração da vindima. Em certos vinhos, utilizámos uma percentagem mais elevada de pés de vinha.

À semelhança de 2010, a maturação das uvas brancas foi diferente da das tintas. A colheita teve início a 29 de Agosto, com boa acidez e níveis de açúcar relativamente baixos até bastante tarde. Todos os vinhos apresentaram aromas frescos de frutos e flores, com acidez e um paladar intenso.

Foi um ano muito bom para os Portos, de baixa produção e vinhos com excelente acidez e muito aromáticos, perfeitos para a produção de Vinho do Porto. Os vinhos apresentaram cor escura intensa, com uma estrutura de taninos fina e firme, e um perfil aromático exuberante.

Uma vez mais, o facto de estarmos a utilizar vinhas de maior altitude, na procura de Vinhos do Douro mais frescos e elegantes, fez a diferença num ano quente e raro como este. Por outro lado, parece ser outro ano clássico para os Portos, resultando em vinhos muito concentrados e equilibrados, e prometendo um grande potencial de envelhecimento.

A vindima de 2010 no Douro vai ser seguramente recordada como um ano muito invulgar. Depois de um Inverno muito chuvoso que se prolongou pela Primavera, tivemos um Verão seco e quente, sem qualquer chuva durante o mês de Agosto. O Pintor veio muito tarde, nalguns casos, quinze dias mais tarde do que é habitual, mas o calor de Agosto acelerou o processo de maturação, obrigando-nos a iniciar a vindima a 2 de Setembro. As diferenças de maturação acentuaram-se este ano, obrigando a uma escolha criteriosa entre as vinhas a vindimar e aquelas que teriam de esperar. As produções foram bastante superiores às do ano anterior, que apresentou muito baixa produtividade. De uma forma geral, as vinhas novas bloquearam a maturação, mantendo um grau baixo, mas perdendo bastante acidez, sem conseguirem uma verdadeira maturação dos taninos, enquanto as vinhas mais velhas conseguiram manter um melhor equilíbrio, tendo apresentado, em muitos casos, a maturação mais adiantada nas vinhas a Norte, quando comparadas com vinhas mais quentes, viradas a Sul.

Os vinhos brancos estão frescos, mas menos aromáticos do que em anos anteriores, com graus alcoólicos que não são muito elevados. Ainda em Outubro (6/10), estivemos a vindimar alguns brancos com 12 graus de álcool potencial e muito boa acidez. Os tintos têm todos baixos teores de ácido málico, o que promove fermentações malolácticas muito rápidas com grande parte dos vinhos a precisar de correcção tartárica. Todos apresentam uma boa estrutura e boa cor, com taninos presentes mas nunca agressivos, que são um bom prenúncio para a sua capacidade de envelhecimento.

De forma geral, estamos contentes com a vindima que, apesar de difícil, nos deu vinhos de grande qualidade e austeros, mas com potencial de envelhecimento.

No ano vitícola de 2008/2009 ocorreu uma precipitação total inferior à média anual ocorrida entre 1930 e 1960, com 731,6mm observados na estação meteorológica da Régua (menos 14,6%) e 527,2mm na estação do Pinhão (menos 20%). O mês de maior precipitação foi Janeiro, com 132,2mm medidos no Pinhão e 197,2mm, na Régua. Por outro lado, as temperaturas médias observadas foram de uma forma geral semelhantes às das décadas acima referidas. No entanto, o mês de Agosto foi em média mais quente em 2ºC quando comparado com a média. Este facto torna-se ainda mais importante se tivermos em conta que os primeiros onze dias do mês foram relativamente frescos em relação ao normal da região.

A vindima de 2009 não foi fácil, tendo ficado condicionada pelas altas temperaturas sentidas em Agosto e Setembro. Sem dúvida que a capacidade de recepção da nova adega foi uma preciosa ajuda para tornar a vindima mais curta e evitar os excessos próprios de uma vindima quente. A qualidade dos vinhos brancos excedeu as nossas expectativas e apesar de alguns vinhos tintos menos equilibrados e mais alcoólicos, temos em estágio uma boa quantidade de vinhos com grande qualidade capazes de produzir todos os rótulos normalmente engarrafados.

No ano vitícola de 2007/2008 (de Novembro de 2007 a Outubro de 2008) ocorreu uma precipitação total inferior à média anual ocorrida entre 1930 e 1960, com 671mm observados na estação meteorológica da Régua (menos 21%) e 496mm na estação do Pinhão (menos 24%). O mês de maior precipitação foi Abril, com 143mm medidos no Pinhão e 211mm na Régua, seguido dos meses de Janeiro e Maio. Por outro lado, as temperaturas médias observadas foram, de uma forma geral, inferiores às das décadas acima referidas, especialmente aquelas que dizem respeito à estação meteorológica do Pinhão, onde apenas nos meses de Janeiro e Fevereiro as temperaturas ultrapassaram as médias aqui utilizadas como referência.

À semelhança do ano anterior, os meses de Julho e Agosto foram secos e as precipitações ocorridas em Setembro, de 4 a 6 e a 21 e 22, não condicionaram a qualidade da uva recepcionada, podendo no entanto ter retardado a maturação em curso. Já as precipitações do dia 7 de Outubro poderão ter posto em causa a qualidade de algumas das uvas onde a presença de oídio condicionou a quebra de alguns bagos com consequente desenvolvimento de podridões.

As noites especialmente frias do mês de Setembro contribuíram para a obtenção de mostos tintos bastante fechados na cor e de grande intensidade aromática, os mostos brancos obtidos são especialmente baixos em teor alcoólico e altos em acidez total.

A vindima de 2008 deu-nos vinhos de grande qualidade, mas produtividades mais baixas, tendo o oídio sido neste ano o principal problema a combater na gestão dos vinhedos. É uma altura frenética, mas com a adega nova tudo é mais tranquilo e mais perfeito. Com muitas uvas, com chuvas, com muitos visitantes, a vindima é uma época de pouco dormir, de muitas confusões, mas quando acaba é sempre triste. A vindima é o culminar de um ano de trabalho… Em termos de castas, a Tinta Roriz sem excesso de produção mostrou muita consistência na estrutura de taninos, tendo sido uma das primeiras a maturar; a Tinta Amarela, quando plantada em zonas mais secas, mostrou grande frescura e elegância. A Touriga Nacional, com uma maturação mais lenta e equilibrada, mostrou-se mais equilibrada sem a sua exuberância aromática, o que foi positivo. A Touriga Franca, a casta mais plantada em toda a Região do Douro, mostrou sempre grande elegância e frescura. As condições de vindimas foram óptimas, tendo permitido uma vindima que evoluiu das zonas mais baixas expostas a Sul/Poente para as zonas mais altas expostas a Norte/Nascente. Os vinhos brancos mostram grande vivacidade com fermentações muito regulares que realçam a frescura aromática do ano. 2008 é um ano especial (como quase todos). Poderemos dizer que foi uma vindima totalmente ao contrário de um ano clássico no Douro. Vejamos:

  • Foi um ano muito húmido com muitas chuvas durante o ano;

  • Chuvas durante a floração que causaram algum desavinho;

  • Muitos problemas em geral de míldio e principalmente oídio;

  • Um Verão que, durante a vindima, se mostrou muito ameno, tendo faltado aquele calor intenso habitual no Douro;

  • Com noites muitíssimo frias (o que mantém a acidez no vinho);

  • Uma primeira chuva em princípios de Setembro, na altura certa, e uma chuva na segunda parte de Setembro que não caiu no momento certo, mas a parar mesmo no momento em que poderia ter causado um grande desastre (se tivesse chovido mais dois dias, teria sido uma catástrofe);

  • E, finalmente, um ano perfeito para os tipos de vinhos que a Niepoort gosta de fazer. Fizemos vinhos de muito boa concentração (o facto de as produções em geral serem muito pequenas, leva-nos a pensar que no Douro terá havido quebras de 30%), com baixos graus de álcool e, no entanto, com uma acidez fantástica.

Por incrível que pareça, parece-nos ser um grande ano para Vinho do Porto. Cores extraordinárias, vinhos intensos ricos (mas sem sobrematuração), de uma rara beleza e elegância e com taninos firmes e fortes. A vindima em Vale de Mendiz funcionou incrivelmente bem. Também para o Charme parece ser um ano fantástico. Os brancos são perfeitos, com um equilíbrio exemplar.

A natureza deu-nos do melhor, agora está nas nossas mãos nada estragar.

O ano da colheita de 2007 foi empolgante para a Niepoort. Depois de vários anos com Invernos muito secos, o ano agrícola de 2006/2007 revelou-se diferente. A precipitação relativamente elevada durante o Inverno foi extremamente útil para a reposição das já escassas reservas de água. A chuva que caiu novamente em Maio contribuiu para uma frutificação deficiente e a humidade fora de época, nos meses de Junho e Julho, deu origem a surtos de míldio em vinhas não tratadas. Devido ao tempo fresco que se fez sentir em Agosto, no início de Setembro, a maturação encontrava-se ligeiramente atrasada. No entanto, os dias quentes e as primeiras noites mais frias criaram as condições necessárias para a conclusão da maturação em meados de Setembro.

Na adega histórica da Niepoort, em Vale de Mendiz, no coração do Douro, a vindima teve início a 14 de Setembro. À excepção de uma breve tempestade no dia 16 de Setembro e precipitação ligeira no final do mês, a vindima decorreu sob excelentes condições meteorológicas. As últimas uvas chegaram à adega no dia 15 de Outubro. Os mostos em fermentação apresentavam cores escuras, com fantásticos matizes de púrpura e uma acidez muito equilibrada. As histórias que se contam sobre grandes perdas em vindimas de vinha não tratada não se verificaram neste caso, já que da maioria das vinhas se obteve colheitas saudáveis. Além disso, uma vez que a frutificação ocorreu antes do tempo, não foi necessário proceder ao desbaste da vinha.

Em geral, a qualidade dos Vinhos do Porto foi elevada. Estes demonstraram características absolutamente singulares, em particular, os que tiveram origem nas vinhas velhas em Vale de Mendiz. O Charme, um vinho cujo estilo elegante é muitas vezes um desafio para produzir num ano quente, beneficiou com as condições de maturação mais frias, o que lhe trouxe frescura e acidez equilibrada, evitando-se uma sobrematuração.

Quinta de Nápoles

A vindima de 2007 decorreu num ano muito particular. Depois de um Outubro e Novembro chuvosos, em 2006, com quase 40mm da precipitação total, as reservas de água dos solos do Douro foram repostas. Os primeiros meses do ano de 2007 foram muito secos, apesar de ter chovido bastante em Fevereiro. Embora a média de precipitação se tenha apresentado igualmente distribuída ao longo dos meses de Março e Abril, foi em Maio e particularmente em Junho que choveu muito, com especial incidência nos dias 14 e 16 do mesmo mês. Todo este contexto meteorológico proporcionou óptimas condições relativamente à pressão das doenças criptogrâmicas em toda a região do Douro e, só com um trabalho cuidadoso nas vinhas, é que os lavradores as conseguiram manter protegidas, especialmente em relação ao míldio.

O tempo fresco de Agosto e o tempo ameno de Setembro, com óptimas noites frescas, revelaram-se perfeitos para proporcionar uma maturação equlibrada em todas as vinhas do Douro. Com um ligeiro atraso, a vindima teve início na novíssima adega (acabada de estrear) da Quinta de Nápoles, no dia 7 de Setembro e decorreu até 12 de Outubro, tanto com as uvas tintas como com as brancas. Apesar de, inicialmente, ter havido algumas incertezas acerca deste ano, tudo acabou por decorrer normalmente, à excepção de uma tempestade que ocorreu no dia 16 de Setembro, dando razões para haver preocupação com as condições para a vindima.

Todos os mostos do tinto em fermentação apresentaram cores púrpura fantásticas, com uma acidez incrível. Tal como noutros anos, alguns dos problemas com o míldio ajudaram algumas vinhas a gerar uma produção equilibrada, de uvas perfeitas, o que certamente concorreu para a obtenção de mostos tão perfeitos.

A maturação das uvas brancas das vinhas mais altas teve um atraso de uma ou duas semanas, tendo tornado possível vindimar quase todos os vinhos com menos de 13˚ de álcool potencial e com acidezes bastante razoáveis, dando origem a vinhos brancos muito elegantes e complexos, cheios de carácter mineral.

De um modo geral, foi uma vindima histórica para a Niepoort, não só por ter sido o primeiro ano da nova adega, mas também porque 2007 será lembrado pela excelente qualidade, possível apenas uma ou duas vezes por década.

Em Vale de Mendiz, o ano de 2006 ficará na memória pela violenta tempestade de granizo que ocorreu em meados de Junho e varreu as vinhas, com trovoada, chuva intensa e enormes pedras de granizo, tudo no espaço de meia hora. Os danos nas vinhas foram substanciais e, embora estas tenham recuperado razoavelmente bem, as perdas em quantidade foram evidentes no momento da vindima.

O ano agrícola, uma vez mais, foi bastante seco e o Verão relativamente quente; alguns aguaceiros em meados de Agosto e temperaturas altas, seguidos de elevadas temperaturas fora de época, no início de Setembro, provocaram uma maturação precoce na vinha. Embora a expectativa para começar a vindima apontasse para meados de Setembro, a data de início foi antecipada para o dia 9 do mesmo mês, para se evitar uma sobrematuração da fruta. Nas duas primeiras semanas da vindima manteve-se um tempo muito quente, mesmo durante a noite, com as temperaturas raramente a descerem abaixo dos 20˚C, criando, assim, condições difíceis para a conclusão da maturação nas vinhas. Com o início precoce da colheita, a maioria das uvas foi vindimada antes de ter chovido de forma intermitente, o que se verificou a partir de 21 de Setembro, ao longo de vários dias, com um aguaceiro muito forte registado no dia 2 de Outubro. As últimas uvas foram recebidas em Vale de Mendiz a 8 de Outubro. Apesar das condições meteorológicas desfavoráveis, a fermentação dos mostos apresentou uma boa cor e foram produzidas pequenas parcelas de vinhos muito finos. Em termos mais analíticos, os mostos revelaram pHs elevados, tendo sido necessário efectuar correcções consideráveis de ácido tartárico.

Será muito interessante provar os vinhos na Primavera de 2007, quando for possível obter uma visão geral da qualidade do ano no seu todo.

A tempestade violenta que ocorreu no vale do Pinhão e nas proximidades não afectou a maioria das vinhas que dão origem aos vinhos do Douro. Depois dos últimos três anos, muito quentes e secos, o Inverno de 2006 foi bastante bom, com uma quantidade substancial de água, que se traduziu em quase 380mm da precipitação total durante todo o Inverno na região do Cima Corgo. Durante o ciclo da vinha e até à maturação, a Primavera foi razoavelmente quente, embora com humidade elevada, o que aumentou a presença de doenças nas vinhas. O Verão foi muito quente, com temperaturas médias de 23.2˚C, 26.1˚C e 25.6˚C, em Junho, Julho e Agosto, respectivamente. Os poucos dias com chuva que se verificaram em meados de Agosto foram perfeitos para a maturação das uvas, mas as temperaturas invulgarmente elevadas na última semana de Agosto e nas duas primeiras de Setembro, não só durante o dia, mas também de noite, obrigaram a uma antecipação da vindima para o dia 4 de Setembro.

As vinhas situadas a maior altitude e viradas a norte deram origem a vinhos muito equilibrados, com pHs e níveis de açúcar nos mostos bastante bons. A maior parte da vindima realizou-se antes das primeiras chuvas, que se registaram a partir de 21 de Setembro, tendo-se conseguido concluí-la antes das chuvas fortes de Outubro. Toda a vindima foi conduzida no sentido de se evitar sobrematuração e demasiada extracção. A fermentação realizou-se suavemente, evitando-se temperaturas elevadas. O resultado traduziu-se em vinhos tintos com uma boa graduação alcoólica, equlibrada com uma boa estrutura, sendo que alguns deles revelaram um excelente potencial. Invulgarmente, os níveis de álcool não foram tão elevados nos vinhos brancos. Estes apresentaram aromas muito mais discretos, onde as notas minerais predominam sobre o todo. Certamente, são vinhos interessantes para provar durante o envelhecimento em barrica.

A vindima decorreu entre 7 de Setembro e 12 de Outubro. Depois de um Inverno muito seco e relativamente frio, o período vegetativo foi igualmente escasso em precipitação, portanto, com uma humidade baixa. Com estas condições, a ausência de doenças na vinha foi evidente. Um Verão muito quente provocou stress nas vinhas, o que foi muito notório nas vinhas que se situam a menor altitude e com exposição a sul, que apresentaram bagos murchos e a fruta ligeiramente desequilibrada. No entanto, um pequeno aguaceiro no início de Setembro contribuiu para a conclusão do processo de maturação da fruta. A vindima começou cedo, com fruta muito limpa a chegar à adega da Quinta de Nápoles (dedicada aos vinhos não fortificados da Niepoort) e à adega de Vale de Mendiz. Na mesa de escolha, procedeu-se à selecção das uvas, tendo-se retirado os bagos murchos. Durante a vindima, o tempo manteve-se excelente, sem chuva, com dias amenos e noites frescas. Os vinhos apresentaram uma excelente cor e aroma durante a fermentação, com uma produção ligeiramente superior a 2004.

Quinta de Nápoles e Vale de Mendiz

Produziram-se vinhos muito finos e elegantes, com boa acidez e cheios de personalidade, em particular, os vinhos provenientes das vinhas velhas, situadas mais a norte e a maior altitude, com exposição a nascente, que apresentaram uma frescura maior.

De um modo geral, após a fermentação maloláctica, será possível obter uma visão mais completa dos vinhos, mas até este ponto, os vinhos mostravam-se promissores, com concentração e equilíbrio, tendo-se evitado a sobrematuração que seria de esperar num ano como este.

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