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Será a Bairrada potencialmente a melhor zona vitivinícola de Portugal?

O clima fresco e húmido, com influência atlântica, proporciona uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica. Os solos são argilo-calcários ou arenosos e as castas brancas como a Maria Gomes, Arinto, Bical e Cercial têm um potencial fantástico. Nas castas tintas, é a Baga que predomina, com muitos dos vinhos desta região assentes maioritariamente nesta casta.

A paixão de Dirk pela Bairrada e pela Baga vem dos anos 90, altura em que não só fez vinhos na Casa de Saima e Bageiras, como também distribuiu vinhos da Casa Dores Simões e Gonçalves Faria.

A Niepoort vai explorar esta região tão particular, sem preconceitos e sem olhar ao passado. Vai deixar-se inspirar pelo que a natureza proporciona, deixando as vinhas exprimirem-se nos diferentes solos. O objectivo é trabalhar a acidez e procurar a leveza, elegância e pureza dos vinhos. Os primeiros passos já foram dados e tem sido uma grande satisfação observar os primeiros vinhos. Este Baga 2010 é o primeiro resultado da incursão da Niepoort pela Bairrada.

Vinificação

2010 foi um ano particularmente favorável na região da Bairrada. A um Inverno chuvoso seguiu-se uma Primavera estável, com a floração a decorrer normalmente. No mês de Agosto, as temperaturas subiram excessivamente, prejudicando um pouco o processo de maturação; no entanto, tudo se equilibrou no fim do mês com o aumento da humidade e o aparecimento de noites frescas, originando um grande equilíbrio entre o grau de maturação e a acidez natural.

Depois de uma selecção cuidadosa, quer na vinha quer na adega, a fermentação foi feita com 30% de engaço, 4 semanas de maceração pelicular e muito pouca extracção. O vinho estagiou durante 24 meses numa pipa de 700 L e em barrica de 228 L.

Notas de Prova

Este 2010 apresenta um perfil muito diferente do habitual na Bairrada. O nariz é fino, aromático e expressivo, e a boca apresenta um equilíbrio fantástico entre taninos e acidez. É um vinho com um grande potencial de envelhecimento.

Informação Técnica

Produtor

Quinta de Baixo

Região

Bairrada

Tipo de Solo

Solos argilo-calcários

Castas

100% Baga

Engarrafado

2 Abril 2013

Açúcar Residual (g/dm3)

2.4

Álcool (%)

13

pH

3.41

Acidez Total (g/dm3)

5.8

Acidez Volátil (g/dm3)

0.78

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

20

Produção

1.033 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Leitão assado, pratos de caça, cabrito. Bacalhau, lampreia e caldeirada de enguias. Sugestões vegetarianas: pratos condimentados, por exemplo, com cogumelos.

O clima fresco e húmido da Bairrada, com influência atlântica, proporciona uvas de acidez elevada e baixa graduação alcoólica. Os solos são argilo-calcários ou arenosos e as castas brancas, como a Maria Gomes, Arinto, Bical e Cercial, têm um potencial fantástico. Nas castas tintas, é a Baga que predomina.

O Niepoort Baga 2011 é um marco histórico, uma vez que resulta da primeira vindima feita pela Niepoort na Quinta de Baixo. Este vinho provém de duas vinhas muito velhas, plantadas em solos argilo-calcários, uma da Quinta de Baixo e a outra, uma vinha centenária. Um vinho de terroir, inspirado nos grandes vinhos desta região dos anos 90.

Vinificação

2011 foi considerado um ano excepcional na região da Bairrada. Tendo sido um ano quente, o período de maturação antecipou-se cerca de duas semanas. Na Quinta de Baixo, a vindima começou a 12 de Setembro, tendo decorrido sem qualquer tipo de precipitação do princípio ao fim. As uvas apresentaram-se com uma boa maturação, num excelente estado sanitário e com um grande equilíbrio entre açúcar e acidez.

Depois de uma selecção cuidadosa, quer na vinha quer na adega, a fermentação foi feita com 100% de engaço, em lagar, durante 4 semanas, mas com muito pouca extracção. O vinho estagiou durante 17 meses em tonéis velhos de 2.500 litros.

Notas de Prova

Ligeiramente aberto na cor, o Baga 2011 apresenta um perfil cheio de carácter. O nariz é fino, com fruta vermelha muito pura e fresca, aromático e expressivo. O calcário está presente e confere ao vinho uma forte mineralidade. Na boca, os taninos estão presentes mas são finos e elegantes. O estágio em tonel dá precisão e ao mesmo tempo alguma austeridade, tornando o vinho muito incisivo. Refrescante, com uma acidez alta, é um autêntico Bairrada que nos transporta no tempo. Com um final longo e persistente, é um vinho muito gastronómico e com um grande potencial de envelhecimento.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Bairrada

Tipo de Solo

Solos argilo-calcários

Vinhas

Vinhas Velhas

Idade das Cepas

60 e mais de 100 anos

Castas

100% Baga

Período de Vindima

Setembro

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Em tonel

Fermentação

100% engaço em lagar

Estágio

17 meses em tonéis velhos de 2.500l

Extracto Seco (g/dm3)

28

Açúcar Residual (g/dm3)

2.2

Álcool (%)

13

pH

3.44

Acidez Total (g/dm3)

5.6

Acidez Volátil (g/dm3)

0.74

Sugestão de acompanhamento

Leitão assado, pratos de caça, cabrito. Bacalhau, lampreia e caldeirada de enguias. Sugestões vegetarianas: pratos condimentados, por exemplo, com cogumelos.

O Bastardo é uma casta que facilmente se encontra espalhada pelas vinhas velhas do Douro, também conhecida como Trousseau na região vitícola francesa do Jura. É uma casta de ciclo curto, com maturações mais temporãs, normalmente utilizadas para aumentar os teores de açúcar dos mostos em vinhas de zonas mais frias do Douro.

A ideia por detrás da vinificação deste vinho era domar o carácter rústico da casta e procurar o seu lado mais elegante e fresco. Videiras de Bastardo encontram-se espalhadas nas vinhas velhas da Quinta de Nápoles, onde toda a viticultura é biológica.

Vinificação

2009 foi um ano muito fresco até ao início de Agosto. Uma boa quantidade de água no solo e um Verão bastante mais fresco do que é habitual no Douro, indicavam um período de maturação prolongado; no entanto, as altas temperaturas que se fizeram sentir a partir do dia 12 de Agosto aceleraram o processo de maturação em toda a região, sem perda de água do bago.

A vindima foi feita a 18 de Agosto e as uvas foram vinificadas em balseiro aberto de madeira, com 60% de engaço, num total de 14 dias de maceração. O estágio prolongou-se por 12 meses, em barricas usadas de carvalho francês, onde também decorreu a fermentação maloláctica. O engarrafamento foi feito sem colagem ou filtração.

Notas de Prova

Num ano de mais baixo rendimento, o vinho apresenta uma cor mais carregada. Os aromas de caruma de pinheiro e especiarias mostram a presença do engaço. A fruta vermelha apresenta-se com notas mais maduras, mas o aroma no seu conjunto está fresco e vivo, com notas de folhas de chá, aromas terrosos e trufados.

Na boca, mostra uma grande complexidade, é intenso e fresco com taninos muito macios a comporem uma grande estrutura, com fruta e notas de especiarias.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

20 e mais de 70 anos

Castas

Bastardo

Densidade por HA

4500-6500

Condução das Vinhas

Guyot e Royat

Altura do Mar

250-350

Período de Vindima

Agosto

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barrica

Fermentação

Balseiro aberto

Engarrafado

Março 2011

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

29.2

Açúcar Residual (g/dm3)

2.7

Álcool (%)

14.9

pH

3.65

Acidez Total (g/dm3)

5.48

Acidez Volátil (g/dm3)

0.91

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

20

Produção

2.038 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Bife com pimenta, pratos de carne, açorda alentejana, cogumelos, trufas.

O Bastardo é uma casta que facilmente se encontra espalhada pelas vinhas velhas do Douro, também conhecida como Trousseau na região vitícola francesa do Jura. É uma casta de ciclo curto, com maturações mais temporãs, normalmente utilizadas para aumentar os teores de açúcar dos mostos em vinhas de zonas mais frias do Douro.

A ideia por detrás da vinificação deste vinho era domar o carácter rústico da casta e procurar o seu lado mais elegante e fresco. Videiras de Bastardo encontram-se espalhadas nas vinhas velhas da Quinta de Nápoles, onde toda a viticultura é biológica.

Vinificação

2010 foi um ano extraordinariamente húmido, durante o Inverno e início da Primavera, com chuvas muito fortes ocorridas durante este período. Por conseguinte, a vindima foi abundante, mas o ano vitícola foi muito pressionado pelas doenças da vinha. O período de maturação foi quente e seco, mas as chuvas ligeiras do início de Setembro ajudaram especialmente as vinhas mais velhas e plantadas em altitude a terminarem a sua maturação de forma mais equilibrada.

A vindima foi feita a 16 de Agosto; as uvas foram vinificadas em balseiro aberto de madeira com todo o engaço e um total de 15 dias de maceração. O estágio decorreu durante 12 meses, em barricas usadas de carvalho francês, onde também decorreu a fermentação maloláctica. O engarrafamento foi feito sem colagem ou filtração.

Notas de Prova

Cor rubi aberta com aromas finos de bosque e cogumelos, com notas de fruta vermelha, amoras e morangos, nota de terra molhada e caruma. Na boca, é fresco e vivo, com fruta vermelha presente. Taninos muito bem integrados, notas de especiarias. Muito intenso, com um final muito longo.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

20 e mais de 70 anos

Castas

Bastardo

Densidade por HA

4500-6500

Condução das Vinhas

Guyot e Royat

Altura do Mar

120-350

Período de Vindima

Agosto

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barrica

Fermentação

Balseiro aberto

Engarrafado

Fevereiro 2012

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

26.8

Açúcar Residual (g/dm3)

1.6

Álcool (%)

14

pH

3.66

Acidez Total (g/dm3)

5.3

Acidez Volátil (g/dm3)

0.8

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

20

Sugestão de acompanhamento

Bife com pimenta, pratos de carne, açorda alentejana, cogumelos, trufas.

O Bastardo é uma casta que facilmente se encontra espalhada pelas vinhas velhas do Douro, também conhecida como Trousseau na região vitícola francesa do Jura. É uma casta de ciclo curto, com maturações mais temporãs, normalmente utilizadas para aumentar os teores de açúcar dos mostos em vinhas de zonas mais frias do Douro.

A ideia por detrás da vinificação deste vinho era domar o carácter rústico da casta e procurar o seu lado mais elegante e fresco. Videiras de Bastardo encontram-se espalhadas nas vinhas velhas da Quinta de Nápoles, onde toda a viticultura é biológica.

Vinificação

A vindima de 2013 começou no dia 19 de Agosto, mais cedo do que o habitual, de forma a manter os níveis altos de acidez e evitar graus alcoólicos elevados. O ano foi mais produtivo, cerca de 25% relativamente ao ano anterior. A decisão de começar a vindima mais cedo acabou por se revelar acertada, uma vez que as principais vinhas tinham sido já vindimadas antes de começar a chover intensamente a 27 de Setembro.

A vindima do Bastardo foi feita a 16 de Agosto; as uvas foram vinificadas em balseiro aberto de madeira com 50% de engaço e um total de 20 dias de maceração. O estágio decorreu durante 15 meses, em barricas usadas de carvalho francês, onde também decorreu a fermentação maloláctica.

Notas de Prova

Cor vermelha muito viva e aberta com aromas finos de ervas frescas e alguma vegetação. Notas terrosas em harmonia com aromas de frutos vermelhos e silvestres. As boas notas de engaço conferem frescura e elegância no aroma.

Na boca, tenso, vibrante, com uma acidez bem vincada. De concentração baixa, o Bastardo 2013 é um vinho muito fino e fresco, rústico e com muita energia. Final de boca muito longo e preciso. Um vinho extremamente ágil para qualquer tipo de prato. Recomenda-se beber fresco (12/14ºC) e em copo tipo Borgonha.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

20 e mais de 70 anos

Castas

Bastardo

Densidade por HA

4500-6000

Condução das Vinhas

Guyot e Royat

Altura do Mar

120-350

Período de Vindima

Agosto

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barrica

Fermentação

Balseiro aberto

Engarrafado

Março 2015

Estágio

15 meses em barricas usadas de carvalho francês

Extracto Seco (g/dm3)

22.4

Açúcar Residual (g/dm3)

0.9

Álcool (%)

13

pH

3.64

Acidez Total (g/dm3)

4.5

Acidez Volátil (g/dm3)

0.7

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

26

SO2 Total (mg/dm3)

92

Massa Volúmica (g/cm3)

0.9899

Sugestão de acompanhamento

Enchidos, grelhados, pratos com ervas aromáticas (açorda, cous-cous). Cogumelos e saladas frias.

O Bastardo é uma casta que facilmente se encontra espalhada nas vinhas velhas do Douro. Também conhecida como Trousseau na região Francesa do Jura, é uma casta de ciclo curto, com maturações prematuras, normalmente utilizada para aumentar o teor de açúcar dos mostos, de uvas provenientes de zonas mais frescas. A ideia ao produzir este Bastardo, foi tentar domar o carácter rústico da casta e procurar o seu lado mais elegante e fresco. As videiras de Bastardo encontram-se espalhadas nas vinhas velhas da Quinta de Nápoles, onde toda a viticultura é biológica.

Vinificação

O ano vitícola de 2014/2015 caracterizou-se por um inverno frio e muito seco, com um recorde mínimo de precipitação quando comparado com os anos anteriores. A primavera e o verão foram secos e quentes, com três vagas de calor em junho e julho, antes de um mês de agosto mais fresco - a baixa humidade permitiu que a incidência de doenças atingisse um mínimo histórico e, como consequência, que as vinhas originassem bagos magníficos, extremamente limpos. A vindima do Bastardo foi feita a 15 de Agosto, as uvas foram vinificadas num balseiro fechado de madeira com 100% de engaço e um total de 27 dias de maceração. O vinho estagiou durante 20 meses, em barricas usadas de carvalho francês, onde também decorreu a fermentação maloláctica.

Notas de Prova

Cor vermelha muito viva e aberta com aromas finos de ervas frescas e vegetação. Autêntico, com muita identidade, o Bastardo 2015 é um exemplo fantástico do ano praticamente perfeito para tintos do Douro. É fresco, muito elegante e pleno de aromas silvestres. Na boca, é tenso, vibrante e com uma acidez bem vincada. De concentração baixa, o Bastardo 2015 é um vinho muito fino e fresco, rústico e com muita energia. Final de boca muito longo e preciso. Um vinho extremamente adaptável a qualquer tipo de prato. Recomenda-se beber fresco (12/14ºC) e em copo tipo Borgonha.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Napoles

Idade das Cepas

30 e mais de 70 anos

Castas

Bastardo

Densidade por HA

4500-6000

Condução das Vinhas

Guyot e Royat

Altura do Mar

120-350m

Período de Vindima

Agosto

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barrica

Fermentação

Balseiro fechado

Engarrafado

Junho de 2017

Estágio

9 meses em barrica

Açúcar Residual (g/dm3)

0.6

Álcool (%)

12.9

pH

3.56

Acidez Total (g/dm3)

4.6

Acidez Volátil (g/dm3)

0.7

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

28

SO2 Total (mg/dm3)

110

Sugestão de acompanhamento

Enchidos, grelhados, pratos com ervas aromáticas (açorda, cous-cous). Cogumelos e saladas frias.

A paixão pelos vinhos da Borgonha fez com que Dirk Niepoort plantasse, em 1999, no Douro, uma vinha de Pinot Noir, numa encosta virada a norte da Quinta de Nápoles. A vinha foi plantada com uma mistura de clones da Borgonha e com uma densidade de cerca de 12 000 plantas por hectare. Os solos são de xisto, típicos da região, mas distintos da região que deu nome à casta. Apesar da localização ser a mais fresca e mais alta da propriedade, todos os anos é um desafio conseguir produzir o vinho, tal como o entendemos: fresco, elegante, fino, longo, mas sem ser pesado. A vinificação é por norma feita em balseiro de madeira e todos os anos parte ou todo o engaço é utilizado. Este é o segundo engarrafamento que fazemos deste Projecto.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

12 anos

Castas

Pinot Noir

Densidade por HA

12.000

Condução das Vinhas

Royat em transição para Guyot

Altura do Mar

370

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Balseiro

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

26.4

Álcool (%)

13.45

pH

3.55

Acidez Total (g/dm3)

4.71

Acidez Volátil (g/dm3)

0.56

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

19

SO2 Total (mg/dm3)

67

Sugestão de acompanhamento

Acompanha bem perdiz recheada com foie gras, faisão e bife com cogumelos.

A paixão pelos vinhos da Borgonha fez com que Dirk Niepoort plantasse, em 1999, no Douro, uma vinha de Pinot Noir, numa encosta virada a norte da Quinta de Nápoles. A vinha foi plantada com uma mistura de clones da Borgonha e com uma densidade de cerca de 12 000 plantas por hectare. Os solos são de xisto, típicos da região, mas distintos da região que deu nome à casta. Apesar da localização ser a mais fresca e mais alta da propriedade, todos os anos é um desafio conseguir produzir o vinho, tal como o entendemos: fresco, elegante, fino, longo, mas sem ser pesado. A vinificação é por norma feita em balseiro de madeira e todos os anos parte ou todo o engaço é utilizado. Este é o segundo engarrafamento que fazemos deste Projecto.

Vinificação

2009 foi um ano muito fresco, até ao início de Agosto. Uma boa quantidade de água no solo e um Verão bastante mais fresco do que é habitual no Douro, indicava um período de maturação prolongado; no entanto, as altas temperaturas que se fizeram sentir a partir do dia 12 de Agosto aceleraram o processo de maturação em toda a região, sem perda de água do bago. A vindima de Pinot é sempre feita em meados de Agosto, em 2009 foi no dia 17. As uvas foram vinificadas em balseiro aberto de madeira com 50% de engaço e com um total de 13 dias de maceração, sem qualquer extracção mecânica. O estágio decorreu durante 12 meses em barricas usadas de carvalho francês, onde também ocorreu a fermentação maloláctica. O engarrafamento foi feito em Março de 2011, sem colagem ou filtração.

Notas de Prova

Apesar do lado mais maduro, este vinho mostra o carácter generoso e elegante da casta. No nariz, apresenta algumas notas do engaço e aromas de fruta vermelha, cereja e morango. A cor é aberta para um Douro, mas carregada para o que é habitual num Pinot Noir. Na boca, o vinho é quente e generoso, com taninos muito sedosos e envolventes. Com uma acidez mais típica do Douro, tem fruta presente, com notas de especiaria típica desta casta. Embora diferente do Pinot Noir 2006, será muito interessante ver como irá evoluir este vinho.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

12 anos

Castas

Pinot Noir

Densidade por HA

12.000

Condução das Vinhas

Royat em transição para Guyot

Altura do Mar

370

Período de Vindima

Agosto 2009

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Balseiro

Engarrafado

Março 2011

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

26.1

Álcool (%)

14

pH

3.6

Acidez Total (g/dm3)

5.08

Acidez Volátil (g/dm3)

0.93

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

30

Produção

1.738 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Acompanha bem perdiz recheada com foie gras, faisão e bife com cogumelos.

A paixão pelos vinhos da Borgonha fez com que Dirk Niepoort plantasse, em 1999, no Douro, uma vinha de Pinot Noir, numa encosta virada a norte da Quinta de Nápoles. A vinha foi plantada com uma mistura de clones da Borgonha e com uma densidade de cerca de 12 000 plantas por hectare. Os solos são de xisto, típicos da região, mas distintos da região que deu nome à casta. Apesar da localização ser a mais fresca e mais alta da propriedade, todos os anos é um desafio conseguir produzir o vinho, tal como o entendemos: fresco, elegante, fino, longo, mas sem ser pesado. A vinificação é por norma feita em balseiro de madeira e todos os anos parte ou todo o engaço é utilizado. Este é o segundo engarrafamento que fazemos deste Projecto.

Vinificação

O ano de 2011 caracterizou-se por uma floração muito precoce e todo o ciclo vegetativo foi antecipado com a vindima a iniciar-se mais cedo do que nunca. No entanto, a maturação nas vinhas plantadas a maior altitude foi mais lenta e quando a vindima terminou, todos os vinhos apresentavam uma boa quantidade de acidez total. O Pinot Noir 2011 fermentou em balseiro de madeira com 50% de engaço, 17 dias de maceração e estagiou 100% em barricas usadas. Foi engarrafado no dia 20 de Fevereiro de 2013.

Notas de Prova

Apesar do carácter mais maduro, este vinho consegue mostrar o lado generoso e elegante da casta. A cor é pouco intensa para um Douro, mas bastante carregada para o que é habitual num Pinot Noir. No nariz, apresenta aromas de frutos vermelhos, como o morango e a framboesa e notas de engaço. Na boca, é quente, com taninos muito sedosos e envolventes, fruta e notas de especiaria típicas desta casta.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

12 anos

Castas

Pinot Noir

Densidade por HA

12.000

Condução das Vinhas

Royat em transição para Guyot

Altura do Mar

370

Período de Vindima

Agosto 2011

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Balseiro

Engarrafado

Fevereiro 2013

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

26.1

Álcool (%)

14

pH

3.6

Acidez Total (g/dm3)

5.08

Acidez Volátil (g/dm3)

0.93

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

30

Produção

450 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Acompanha bem perdiz recheada com foie gras, faisão e bife com cogumelos.

A paixão pelos vinhos da Borgonha fez com que Dirk Niepoort plantasse, em 1999, no Douro, uma vinha de Pinot Noir, numa encosta virada a norte da Quinta de Nápoles. A vinha foi plantada com uma mistura de clones da Borgonha e com uma densidade de cerca de 12 000 plantas por hectare. Os solos são de xisto, típicos da região, mas distintos da região que deu nome à casta. Apesar da localização ser a mais fresca e mais alta da propriedade, todos os anos é um desafio conseguir produzir o vinho, tal como o entendemos: fresco, elegante, fino, longo, mas sem ser pesado. A vinificação é por norma feita em balseiro de madeira e todos os anos parte ou todo o engaço é utilizado.

Vinificação

A vindima de 2013 começou no dia 19 de Agosto, mais cedo do que o habitual, de forma a manter os níveis altos de acidez e evitar graus alcoólicos elevados. O ano foi mais produtivo, cerca de 25% relativamente ao ano anterior. A decisão de começar a vindima mais cedo acabou por se revelar acertada, uma vez que as principais vinhas tinham sido já vindimadas antes de começar a chover intensamente a 27 de Setembro.

O Pinot Noir 2013 fermentou em balseiro de madeira com 50% de engaço, 17 dias de maceração e estagiou 100% em barricas usadas. Foram engarrafadas 1525 garrafas no dia 27 de Abril de 2015.

Notas de Prova

Bonita cor vermelha de ligeira concentração. No nariz, apresenta aromas de frutos vermelhos, como o morango e a framboesa e ligeiras notas de engaço maduro. Vibrante e muito expressivo, tem um fino recorte que nos lembra a Borgonha. Na boca, compacto apesar da sua leveza, sendo fresco e muito sedutor, com taninos muito sedosos e envolventes, fruta e notas de especiaria típicas desta casta. Termina muito longo, com um excelente equilíbrio e deixa-nos o palato muito fresco, convidando a mais um copo. Um belo exemplar da casta, ao nível do Pinot de 2006.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

14 anos

Castas

Pinot Noir

Densidade por HA

12.000

Condução das Vinhas

Royat em transição para Guyot

Altura do Mar

370

Período de Vindima

Agosto 2013

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Balseiro

Engarrafado

Abril 2015

Estágio

12 meses em barricas

Extracto Seco (g/dm3)

26.1

Açúcar Residual (g/dm3)

0.6

Álcool (%)

12

pH

3.36

Acidez Total (g/dm3)

5.3

Acidez Volátil (g/dm3)

0.7

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

25

SO2 Total (mg/dm3)

103

Massa Volúmica (g/cm3)

0.991

Produção

1.525 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Acompanha bem perdiz recheada com foie gras, faisão e bife com cogumelos.

A paixão pelos vinhos da Borgonha fez com que Dirk Niepoort plantasse no Douro, em 1999, uma vinha de Pinot Noir, numa encosta virada a norte da Quinta de Nápoles. A vinha foi plantada com uma mistura de clones da Borgonha e com uma densidade de cerca de 12 000 plantas por hectare. Apesar da localização ser a mais fresca e mais alta da propriedade, todos os anos é um desafio conseguir produzir o vinho, tal como o entendemos: fresco, elegante, fino, longo e sem ser pesado.

A vinificação é por norma feita em balseiro de madeira e todos os anos parte ou todo o engaço é utilizado.

Vinificação

O ano vitícola de 2014 caracterizou-se como um ano de menor quantidade mas de maior qualidade. Tudo indicava um ano precoce, devido à grande quantidade de água acumulada durante o Inverno e Primavera, e de facto a fase de maturação ocorreu precocemente permitindo o início da vindima em Agosto.

Na Quinta de Nápoles vindimou-se a maioria das parcelas durante um período de bom tempo, entre 23 de Agosto e 21 de Setembro.

A vindima do Pinot é sempre feita em meados de Agosto. As uvas foram vinificadas em balseiro aberto de madeira com 100% de engaço e com um total de 15 dias de maceração, sem qualquer extracção mecânica. O estágio decorreu durante 14 meses em barricas usadas de carvalho francês, onde também decorreu a fermentação maloláctica. O engarrafamento foi feito em Maio de 2016, sem colagem ou filtração.

Notas de Prova

Bonita cor vermelha de ligeira concentração. No nariz apresenta aromas de frutos vermelhos frescos, grafite e algumas especiarias exóticas. Delicado e complexo, tem um perfil genuíno da casta Pinot Noir, onde a elegância é sempre superlativa. Muito fresco na boca, com notas um pouco vegetais do engaço, apresenta taninos sedutores e envolventes. Final de boca muito longo, repleto de frutos vermelhos, bem ao estilo borgonhês. Num ano de tintos delicados, o Pinot Noir 2014 mostra todo o seu lado fino e elegante. Irá envelhecer muito bem, mas apreciá-lo desde já é um prazer!

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

15 anos

Castas

Pinot Noir

Densidade por HA

12.000

Condução das Vinhas

Royat em transição para Guyot

Altura do Mar

370

Período de Vindima

Agosto 2014

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Balseiro

Engarrafado

Maio 2016

Estágio

14 meses em barricas

Álcool (%)

13.5

Produção

1.350 garrafas

Sugestão de acompanhamento

Acompanha bem perdiz recheada com foie gras, faisão e bife com cogumelos.

Desde 2003 que se tem fermentado o Riesling de formas diferentes, tentando-se encontrar um ponto de equilíbrio. A solução, inspirada na Região de Mosel, parece ter sido encontrada: fermentação de vários meses em inox e estágio na mesma cuba com as borras finas. Umas vezes doce como um “Auslese” ou um “Spatelese”, outras vezes seco, todos os anos esta vinha tem surpreendido pela qualidade dos vinhos que dela provêm. Em 2009, à semelhança dos outros brancos, o vinho não mostra a vindima quente que se verificou. A acidez muito viva e o pH baixo, permitiram manter açúcar no vinho e produzir um vinho com 8,7º de álcool, leve, fresco mas profundo, com um grande equilíbrio entre doçura e acidez.

Vinificação

Com a vindima quente de 2009, a colheita do Riesling foi antecipada para o dia 22 de Setembro. O facto de se tratar de uma vinha plantada a 750m permite, mesmo em anos quentes, obter maturações mais prolongadas, o que explica juntamente com a qualidade dos clones plantados, a complexidade dos vinhos obtidos.

As uvas foram prensadas durante a noite e a decantação a frio durou 24 horas. A fermentação fez-se em cuba isotérmica, sem inoculação, a muito baixa temperatura durante 4 meses. A paragem de fermentação fez-se com abaixamento da temperatura para valores próximos de 0º e aplicação de sulfuroso.

Realizou-se uma decantação depois da paragem de fermentação e o vinho estagiou em inox na presença das borras mais finas.

Notas de Prova

Aromático, fresco e complexo, com aromas cítricos de lima e limão, flores brancas e notas minerais intensas. A boca é muito viva e longa, com ataque doce mas sempre compensado pela acidez muito presente. Algumas notas discretas de frutos exóticos, juntamente com a presença mineral da pedra da região, ajudam a terminar a paleta de sabores e aromas.

Um vinho com grande potencial de envelhecimento.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (VInhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Vinha de lavrador

Idade das Cepas

20 anos

Castas

Riesling

Densidade por HA

4500

Condução das Vinhas

Royat

Altura do Mar

750

Período de Vindima

22 de Setembro

Forma de Vindima

Manual

Fermentação

Inox

Engarrafado

Maio 2010

Estágio

Inox

Açúcar Residual (g/dm3)

2

Álcool (%)

8.5

pH

3.03

Acidez Total (g/dm3)

6.9

Acidez Volátil (g/dm3)

0.39

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

40

Produção

2.200 garrafas

Tinto Cão é uma casta comum no Douro, conhecida pela sua estrutura taninosa, e que é normalmente usada no Vinho do Porto. Na vinha, é fácil de trabalhar, pouco sensível às doenças da vinha e de ciclo longo. Por diversas vezes ensaiámos uma vinificação separada, não só para conhecer melhor a casta, mas também por esta ser vindimada mais tarde do que as restantes variedades. A vinificação foi feita em barricas abertas e, em algumas, foi utilizado engaço (cerca de 30%). Uma casta de ciclo longo numa região de clima quente tem todas as características para produzir bons vinhos do Douro. É a primeira vez que a Niepoort engarrafa um Tinto Cão.

Vinificação

2010 foi um ano extraordinariamente húmido, durante o Inverno e início da Primavera, com chuvas muito fortes. Como consequência disso, a vindima foi abundante, mas o ano vitícola muito pressionado pelas doenças da vinha. O período de maturação foi quente e seco, no entanto, as chuvas ligeiras do início de Setembro ajudaram especialmente as vinhas mais velhas, plantadas em altitude, a terminarem a sua maturação de uma forma mais equilibrada.

A vindima decorreu no final de Setembro; as uvas foram vinificadas em barricas abertas, parte com 30% de engaço, com uma maceração total de 16 dias. O estágio foi feito em barricas usadas de carvalho francês durante 18 meses, onde também decorreu a fermentação maloláctica.

Notas de Prova

Cor rubi carregada, aroma de fruta vermelha fresca com aromas de pimenta preta, nota de pedra molhada, ligeiro fumado e couro.

Na boca é fresco e vivo, muito intenso, com fruta vermelha, taninos presentes bem integrados, notas de especiarias, longo e com um bom potencial de envelhecimento.

Informação Técnica

Produtor

Niepoort (Vinhos) S.A.

Região

Douro

Tipo de Solo

Xisto

Vinhas

Quinta de Nápoles

Idade das Cepas

22 anos

Castas

Tinto Cão

Densidade por HA

4500

Condução das Vinhas

Royat

Altura do Mar

170-200

Período de Vindima

Setembro 2010

Forma de Vindima

Manual

Maloláctica

Barricas

Fermentação

Barricas abertas

Engarrafado

Agosto 2012

Estágio

18 meses em barricas

Álcool (%)

13.5

pH

3.6

Acidez Total (g/dm3)

5.3

Acidez Volátil (g/dm3)

0.6

SO2 Livre de Enchimento (mg/dm3)

25

Produção

1.040 garrafas